21 novembro 2013

A minha declaração



Existem declarações... grandes ou pequenas, soberbas ou até irrisórias! Mas aquelas que realmente tocam são as sentidas pois têm todo um sabor que só sabe quem ama...

 
O universo foi concretizado num juízo
Ao qual o Homem não consegue alcançar,
Com as estrelas construiu o paraíso,
Um cenário com que muitos continuam a sonhar

Sonhar é percorrer esse vazio sem fim,
Belo mas de um medo estonteante,
Imaginei ver-te e então logo aplaudi,
Por transformar tua firmeza em algo nada errante

Pois transformas toda uma imensidão
Em tudo aquilo que é concretizável,
Toco as estrelas à distância da minha mão,
Toco-te a alma num carinho afável

Pois pra mim ser feliz é ter-te por perto,
Desejar e sentir todo o teu amor…
Não te ter é como atravessar um deserto,
Estar isolado de tudo e do teu esplendor

Porque os teus olhos são chama,
Porque os teus cabelos são rastilho,
És dona duma trama que nunca me engana
E princesa dum universo no qual eu fervilho!

15 novembro 2013

Galanteador!



Quero acordar e ser um escritor…
Traçar uma série de mundos sem fim,
Definir perfis com uma pinga de humor,
Retratar-te como se tivesses ligada a mim…

Não, prefiro antes ser um poeta,
Dedicar-te cada horizonte que se estende,
Fazendo em ti a mais preciosa descoberta,
Como ouro que se encontra e não se entende…

Depois serei um eterno rouxinol,
Trauteando cantigas de amor a cada esquina,
Iluminando toda a tua linha como um farol,
Deslumbrando a tua silhueta sempre esguia.

Tal como um mero e simples galanteador,
Levar-te no meu pensamento para todo o lugar,
Através desse misterioso trilho a que chamam amor,
Destino esse pelo qual irei sempre contigo lutar!

14 novembro 2013

Um hino

Antero de Quental, brilhante poeta português, brindou-nos com uma série de textos e escritos de fazer deslumbrar o mais inocente das almas. Um desses registos fala sobre "Maria".

Como costumo referir, trata-se de uma peça única, uma declaração às musas e de uma serenata (esta última protagonizada pela Estudantina Universitária de Coimbra).

Tenho cantado esperanças...
Tenho falado d'amores...
...Das saudades e dos sonhosCom que embalo as minhas dores...

Entre os ventos suspirando
Vagas, tênues harmonias,
Tendes visto como correm
Minhas doidas fantasias.

E eu cuidei que era poesia
Todo esse louco sonhar...
Cuidei saber o que é vida
Só porque sei delirar...

Só porque a noite, dormindo
Ao seio duma visão,
Encontrava algum alivio,
Meu dorido coração,

Cuidei ser amor aquilo
E ser aquilo viver...
Oh! que sonhos que se abraçam
Quando se quer esquecer !

Eram fantasmas que a noite
Trouxe, e o dia já levou...
A luz d'estranha alvorada
Hoje minha alma acordou !

Esquecei aqueles cantos...
Só agora sei falar !
Perdoa-me esses delírios...
Só agora soube amar !


Estudantina Universitária de Coimbra - Maria


Apresentação



O mundo consegue-nos surpreender com as mais pequenas coisas no nosso quotidiano. Existe, contudo, algo que nos faz lutar para que tenha um fim sempre perfeito; não se trata de uma meta mas sim de um contínuo objectivo: lutar para sermos felizes! E que sentimento mais belo que esse bichinho a que chamam de amor?

Ele está presente em tudo e, como seres racionais que somos, colocamos o amor numa fasquia ao qual o associamos as mais pequenas coisas irracionais: uma música, uma paisagem, um som…
Este blog retrata exactamente isso, a procura constante de afecto e ternura, poeticamente falando. Poesia? Claro que sim! A prosa pode ser poética em toda a sua linha, mas a poesia na sua forma e essência reflecte os sentimentos que se pretendem transmitir. Pelo menos, os sentimentos que eu preciso de demonstrar. 

“O amor é uma doença quando nele procuramos ver a nossa cura”, expressão curiosa esta. A paixão é sentimento que se traduz num estado de espírito capaz de nos transpôr as nuvens. Eu apenas sou só mais um envolto em nessa tamanha e misteriosa magia.

“A poesia não é de quem a escreve, mas de quem precisa dela”.